A estupidez
05/12/2024, Thompson Pedrosa
Vamos falar sobre: ESTUPIDEZ. Não me refiro apenas à ignorância ou à falta de inteligência, mas a uma força que molda sociedades e determina destinos. O filósofo Bonhoeffer, fez uma observação fundamental sobre o regime nazista: a estupidez é mais perigosa que a maldade. Seguindo esse raciocínio, o mal pode ser enfrentado, e até combatido com o uso da razão, a estupidez é impermeável a argumentos.
Bonhoeffer, chegou a afirmar que a estupidez não é uma falha intelectual, mas uma falha moral e social. Ela é alimentada pelo poder. O historiador Carlo Cipolla, identificou os "estúpidos" como pessoas que causam prejuízo aos outros sem obter benefício próprio. Dividindo as pessoas em categorias: inteligentes (que beneficiam a si mesmos e aos outros), incautos (que prejudicam a si mesmos para beneficiar outros), bandidos (que prejudicam outros para se beneficiar) e estúpidos (que prejudicam todos, inclusive a si mesmos). Para ele, os estúpidos são os mais perigosos, porque suas ações são imprevisíveis e não seguem uma lógica. Ao observarmos os comportamentos, notamos que na política, o terreno é mais fértil para a estupidez.
Governantes estúpidos destroem as instituições e prejudicam o bem-estar coletivo. Já a massa que é manobrada por seus lideres, por intermédio de sua inércia e adesão a crítica, dá poder à estupidez. Um exemplo contemporâneo são as fake news, que ilustram a capacidade da estupidez de prosperar na era digital. As pessoas compartilham informações falsas, não porque sejam incapazes de verificar sua veracidade, mas porque escolheram não fazê-lo. Essa escolha reflete um desprezo pela complexidade do mundo e pela responsabilidade social.
Até Freud, argumentava que as pessoas têm uma tendência natural a resistir ao progresso intelectual e moral, preferindo o conforto da ignorância. Para combater a estupidez, é essencial promover a educação que estimule o pensamento crítico e a capacidade de questionar. Em suma, a estupidez é um fenômeno universal e persistente, que transcende culturas, épocas e classes sociais. Afinal, como disse o filósofo Edmund Burke, "para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada". A estupidez, assim como o mal, depende de nossa passividade.
